Como tudo começou…

Recebi uma mensagem muito carinhosa perguntando sobre minha trajetória, então resolvi escrever este post para contar um pouco melhor como a Alle Röcke surgiu.

Bom, na hora de escolher uma faculdade tive muitas dúvidas. Eu pensava que no futuro gostaria de ter minha própria empresa, mas ao mesmo tempo tinha muita curiosidade e vontade de estudar Psicologia. No final, optei pela Administração de Empresas, e hoje vejo como essa decisão foi importante e assertiva.

Logo que me formei fui morar na Austrália pois queria ter uma experiência de intercâmbio. Cursei uma especialização em Gestão de Negócios, e para ajudar nos custos dava aulas de dança (sim, antes de ser empresária tive uma vida totalmente dedicada ao ballet, jazz e hip hop). Muitos acharam que eu não voltaria mais para o Brasil, mas na época achava que eu queria construir uma carreira corporativa através de um programa de Trainee. Como lá não consegui ingressar em nenhum programa deste tipo (a prioridade eram sempre os residentes), voltei para cá e comecei a prestar inúmeros processos seletivos. Foi desafiador, mas eu consegui, e virei Trainee de uma multinacional.

Aprendi muita, MUITA coisa, e amadureci muito profissionalmente. Foi uma experiência totalmente enriquecedora. Estava na empresa há 3 anos quando percebi que sentia falta de algo. Eu adorava o que fazia, mas não me identifiquei com o mundo das grandes empresas, além de sentir falta de trabalhar com algo que eu pudesse usar minha criatividade.

Foi então que comecei a pensar o que eu queria fazer a partir daquele momento. Sabia que queria um negócio próprio, mas em qual ramo? O que eu sabia fazer bem?

Considerei abrir algo relacionado a filmes porque sempre amei fazer a edição de vídeos de momentos importantes, e tive um feedback legal quando fiz vídeos pessoais e de amigos como um primeiro teste. Mas ainda assim não me enxergava fazendo aquilo como profissão.

Foi então que lembrei da Moda. Sempre gostei de criar e desenhar roupas. Desenhos (na verdade, garranchos) com zero glamour e perfeição, que começaram há um bom tempo atrás para minhas bonecas, e continuaram sempre que eu não encontrava uma peça de roupa exatamente como queria (um super obrigada à minha costureira que sempre teve paciência e talento para transformar minhas ideias em realidade).

Moda! Como não havia pensado nisso antes?

Bom, em um ponto nada mudou: os desenhos continuam sendo garranchos (rs). O que mudou foi minha percepção sobre moda nestes 3 anos que estive completamente envolvida neste mundo.

Comecei a marca realmente pensando nela como um negócio. Procurando um diferencial, olhei para mim mesma. Qual peça e tipo de roupa eu mais gostava de usar? Bom…a peça vocês já devem saber a resposta: saia. Sempre usei muito saias, por vários motivos:

  1. feminilidade (não importa se você se considera feminina ou não, você pode vestir uma saia sem perder sua essência ou estilo e mostrar a sua feminilidade);
  2. estética (vista um look com saia e um com calça, pergunte para alguém com qual dos dois você fica mais bonita. Eu já sei a minha resposta);
  3. conforto (sim, acho mil vezes mais confortável usar uma saia do que uma calça. E sim, quando uso calça, a primeira coisa que faço quando chego em casa é arrancar do corpo o mais rápido possível e colocar logo uma saia leve e confortável);
  4. leveza (acredito que ficamos mais leves quando estamos de saia, e eu amo me sentir mais leve e livre).

Ok, estava definido que seria uma marca de saias. O nome surgiu depois de muito brainstorming, mas em geral é uma homenagem à minha família: Alle Röcke significa “todas as saias” em alemão, de onde temos descendência. E também foi uma homenagem à minha irmã, que foi minha primeira investidora e a primeira pessoa a me ensinar o significado da palavra “inseparável”: o ALLE também é uma junção de nossos nomes, Aline e Letícia.

E assim a marca nasceu, tendo como missão criar saias para todas as mulheres, todos os estilos, todas as ocasiões.

Mas, quanto mais me envolvia com o mercado da moda, mais me decepcionava e pensava em desistir. Por que? Bom…Sempre me chamaram de nerd, chata, cricri. Mas eu tenho outra forma de enxergar isso: querer fazer as coisas da maneira correta. E no meio do caminho encontrei muitas – MUITAS – coisas sendo feitas da forma errada. Claro, é muito mais fácil e barato fazer as coisas desta forma. Mas, felizmente, eu sou nerd, chata e cricri, e optei por sempre fazer as coisas da forma correta.

A palavra sustentabilidade começou a fazer muito mais sentido para mim, e foquei praticamente todo meu trabalho nisso – muitos mais do que nas vendas, confesso. Se o que eu fizesse não trouxesse algo bom para as pessoas, eu preferiria não fazer. Foi então que a missão da Alle Röcke mudou um pouco.

Eu mantive como prioridade valorizar o trabalho de todas as pessoas envolvidas no processo de desenvolvimento e produção das peças (até porque uma cadeia de produção ética e justa não era nada além do que o mínimo a ser feito, e que deveria ser feito por todos), busquei fornecedores (prioritariamente nacionais) que estivessem mais engajados com sustentabilidade, e recentemente incluí uma ação solidária nas vendas (em parceria coma ChildFund Brasil). Por que? Porque eu acredito que esse é o propósito da Alle Röcke. Não é apenas ser uma marca de roupas, é fazer diferença na vida das pessoas. Uma diferença no coração das pessoas, não só na estética.

Bom, resumindo é isso. É aqui que estamos agora, e ainda temos muito trabalho pela frente.

Ah! Estava quase esquecendo de me apresentar direito. Eu sou a Letícia, fundadora e diretora geral da Alle Röcke.

Prazer! 🙂


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