Manifesto: vamos falar a verdade?

Se tem uma coisa que valorizo muito é a verdade. E junto com a verdade, está a transparência.

Muitas vezes por estarmos mergulhados no dia a dia de forma tão profunda, o que fazemos é totalmente transparente para nós, e caímos na ilusão que isso também está super claro e transparente aos olhos dos outros. Mas daí a gente percebe que só fica realmente claro se a gente de fato fala de forma extremamente clara.

Pensando nisso, eu percebi que nunca expressei de forma totalmente transparente tudo que está por trás da Alle Röcke, por mais que achasse que estivesse bem claro.

Quando iniciei a marca, havia pesquisado muito pouco sobre a indústria da moda, e não tinha conhecimento de tudo que envolve este ramo. Com o passar dos anos amadureci muito, como consumidora e estilista.

Conforme fui adquirindo consciência dos impactos causados pela indústria, busquei adaptar e mudar meus hábitos, bem como trazer isto para a Alle Röcke. Até porque a marca nada mais é do que um reflexo daquilo que acredito.

Em primeiro lugar, você sabe o que é sustentabilidade? “Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações”.

Acho que nenhuma marca consegue ser perfeita e 100% sustentável porque é algo muito difícil de alcançar, tanto em termos produtivos como na absorção da velocidade de recursos e informações novos que recebemos frequentemente e buscamos nos adaptar. É uma evolução constante.

Bom, o intuito deste post é mostrar de forma resumida quais práticas a Alle Röcke desenvolve atualmente,  buscando se tornar uma marca cada vez mais sustentável:

  • Matéria-prima: estamos iniciando o desenvolvimento das primeiras peças confeccionadas com tecidos ecologicamente corretos (algodão orgânico, tecidos provenientes de reciclagem de materiais – algodão e garrafas PET -, tecidos biodegradáveis, etc.). Hoje ainda usamos muitos tecidos que não são considerados ecológicos, por conta de caimento e necessidades de desenvolvimento. Mas o objetivo é caminhar para que possamos ser cada vez mais sustentáveis neste quesito.
  • Tecidos: buscamos fornecedores que possuam práticas sustentáveis com relação ao tratamento de resíduos gerados pela produção (emissão CO2, reaproveitamento de água, tratamento de efluentes etc.), preferencialmente com certificações ambientais reconhecidas. 
  • Confecção: zero exploração!!! Todas as peças são confeccionadas por pessoas que gostam do que fazem em um ambiente de trabalho leve e positivo. Em Março de 2017 inauguramos nosso próprio ateliê, e estamos muito felizes em ter a equipe reunida e trabalhando junta!
  • Desperdício zero: todos os retalhos gerados na produção são reaproveitados – fazemos brindes com restos de tecidos, além de doar os retalhos menores para produção de artesanato geral, evitando a geração de lixo têxtil. Além disso, buscamos reaproveitar todos os materiais utilizados (sacos para estocagem das peças, caixas, sacolas). A sacola enviada com as peças é reutilizável para que as clientes usem no dia-a-dia, reduzindo o descarte de sacolas.
  • Local: buscamos valorizar e incentivar a economia do Brasil, comprando matéria-prima e suprimentos de fornecedores nacionais. Hoje, de tudo o que produzimos, 75% dos materiais são provenientes de indústrias brasileiras. Alguns materiais que infelizmente ainda não encontramos no mercado brasileiro são importados.
  • Peças atemporais: ao mesmo tempo em que inserimos informação de moda e tendência nas peças, buscamos desenvolver modelagens que sejam atemporais, ou seja, que não durem apenas uma temporada no guarda-roupa. Queremos que as clientes usem bastante cada roupa escolhida, para evitar o consumo desenfreado e posterior descarte.
  • Pequena produção: fazemos poucas peças de cada modelo, valorizando a exclusividade e apoiando a desaceleração da produção em massa.
  • Responsabilidade social: estamos iniciando uma parceria com a Child Fund Brasil onde 5% do valor dos produtos vendidos será doado à instituição, que utilizará os recursos em projetos que visam desenvolver crianças, adolescentes e suas famílias em comunidades de risco social.

Ufa, acho que por enquanto é isso!

De pouco em pouco vamos caminhando rumo a um futuro cada vez mais sustentável na indústria da moda. Só depende de nós, e temos que nos unir como produtores e consumidores se queremos realmente ver uma evolução.

Espero que este post tenha inspirado muitos de vocês a prestarem mais atenção a estes detalhes e fazerem parte desta mudança! 😉

Um super beijo,

Letícia

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