Fashion Revolution 2018

Com um certo atraso, vim mostrar um pouco do que rolou no Fashion Revolution 2018 por aqui na Alle Röcke!

Este ano fui representante do movimento da cidade de Vinhedo, e por isso realizamos aqui no ateliê uma manhã super intimista para explicar o que é o Fashion Revolution e o que podemos fazer como consumidores para contribuir com o futuro (e presente) da moda.

Se você ainda não sabe do que estou falando, vem ler o post que fizemos no ano passado introduzindo o tema, aqui.

Durante nossa conversa, apresentamos dados e fatos que são bem impactantes, e exibimos trechos dos principais filmes que abordam o tema. Como este abaixo:

Este ano introduzimos também a reflexão do Meio Ambiente na moda, com o lançamento mundial do filme River Blue. Em breve estará disponível e colocaremos o link aqui para vocês.

Algumas fotos do evento aqui no ateliê:

O que sempre me perguntam é: sabendo deste cenário atual, como eu escolho as marcas que compro? Sim, é possível comprar de marcas éticas! Mas para isso precisamos pesquisar.

Hoje o aplicativo Moda Livre reúne informações de marcas brasileiras que já estiveram envolvidas com trabalho análogo à escravidão, e ranqueia cada uma delas de acordo com as ações que foram ou estão sendo tomadas quanto a este fato. Em outras palavras, ele mostra quanto as marcas estão se preocupando com o tema e buscando mudanças efetivas. Ele está disponível para iOS e Android, e pode ser baixado gratuitamente.

Além disso, busque comprar de forma local, onde você consiga ter acesso à quem produz, conhecer as formas de produção, entender os valores e prioridades da marca. Normalmente, marcas menores tem maior facilidade neste quesito, pois suas produções são internas ou pequenas, e há um total controle e preocupação.

“Ah, mas as marcas menores costumam ser mais caras que as grandes varejistas!” Claro, o custo de fazer as coisas em menor escala, com remuneração justa, preocupação ambiental e consciência é maior. Mas você tem que parar e pensar quais são os seus valores como consumidor. Você prefere ser o consumidor alienado que veste o que for mais barato e prático (custe o que custar, inclusive vidas)? Ou o que se informa e veste peças que possuem um propósito maior? Tudo depende do que você valoriza, e da energia que quer vestir.

A gente tem o poder de mudar a forma como as coisas são feitas. O consumidor que deve ditar a moda, e não o contrário.

Se você gosta muito de uma marca e não tem certeza de quão engajada ela está nestas questões, questione. Poste uma foto mostrando a etiqueta da sua roupa perguntando à marca QUEM FEZ MINHAS ROUPAS?

use as hashtags oficiais #quemfezminhasroupas e #fashionrevolution

Ou então envie um e-mail ou carta perguntando. Quem sabe a resposta não te surpreende?

Você também pode acessar o Fashion Transparency Index 2018, uma pesquisa que reúne informações das maiores marcas mundiais (em inglês). Clique aqui para acessar e entender um pouco melhor as ações que estas marcas estão tomando para minimizar seus impactos negativos por aí.

Finalizo este post com uma reflexão que fiz:

A moda é a pele que escolhemos. As roupas que usamos representam como nos sentimos sobre nós mesmos. Elas são nossa mensagem para o mundo sobre quem nós somos.

Qual mensagem você quer passar sobre você?

Com carinho,

Letícia

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